Revista de Turismo do Nordeste

Vem também conhecer o projeto Tamar!

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Durante o mês de agosto, os diretores VemTambém, Valdir e Samara Fernandes, visitaram o maior estado nordestino: a Bahia. Na ocasião, foram convidados pelo projeto Tamar a conhecer a iniciativa que une interesse turístico, lazer e sensibilização ambiental num trabalho de pesquisa, proteção e manejo de tartarugas marinhas e outras espécies.

As tartarugas-marinhas são embaixadoras dos oceanos e, pelo trabalho com elas, também é possível proteger milhares de outras espécies. Junto ao mico leão dourado e o panda, a tartaruga-marinha é considerada mundialmente uma espécie-bandeira. Esse título é dado às espécies consideradas carismáticas e que geram interesse das pessoas.

Esse interesse pode ser bom pela perspectiva turística, se aliada a uma consciência ambiental tão bem trabalhada pelo Tamar; mas também pode oferecer riscos, se levarmos em consideração a caça desses animais. Além do interesse humano direto, as tartarugas e outros bichos são alvo de variadas ameaças: redes de pesca, anzóis, desenvolvimento costeiro, degradação de áreas de desova, fotopoluição e poluição dos oceanos.

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Apesar disso, a sensação sentida na área de proteção mantida pelo Tamar é de total contato com uma natureza protegida e o que se pôde perceber foi a perfeita integração das comunidades vizinhas com a ideia de preservação ambiental e conservação das espécies. O Tamar proteje cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. No Brasil, ocorrem cindo espécies desses animais: tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-verde, tartaruga-oliva e tartaruga-de-couro.

O projeto Tamar tem por objetivo principal a proteção de tartarugas, mas já virou uma inciativa de proteção ambiental como um todo. Na sede em que nossos diretores fizeram uma visita, também há observatório de baleias jubarte, que se aproximam frequentemente da costa baiana. Em suas instalações, o projeto também conta com piscinas artificiais para manutenção de algumas tartarugas que necessitam de alguma atenção especial.

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Com relação aos ovos depositados na areia pelas tartarugas, é necessária uma atenção de 45 a 60 dias. Mas, o principal trabalho se dá depois que elas retornam ao mar. Apesar da grande quantidade de tartarugas que nascem desses ovos, somente duas a cada mil chegam à idade adulta.

Além do trabalho de manutenção e preservação ambiental, o projeto Tamar também realiza um projeto social com crianças das regiões onde estão instalados, com formação desses jovens – chamados carinhosamente de “Tamarzinhos” – para que sejam multiplicadores dessa consciência ambiental que o Tamar quer propagar e possam se tornar futuros profissionais de atuação nos centros.

No Brasil, são oito centros que recebem visitantes: Praia do Forte e Arembepe (BA); Fernando de Noronha (PE); Oceanário de Aracajú (SE); Regência e Vitória (ES); Ubatuba (SP); e Florianópolis (SC). O portal VemTambém visitou o centro da Praia do Forte e agradece aos biólogos Érika Sousa e Paulo Lara pela receptividade e atenção desde o deslocamento.

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