Revista de Turismo do Nordeste

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Mulheres nordestinas que marcaram a história

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Mulheres que deixaram sua marca na história e no mundo, Bárbara de Alencar, Rachel de Queiroz e Ana Néri. Sempre demonstrando uma força fora do comum mudaram suas realidades e viraram ícones.

Mulheres nordestinas que marcaram a história

Bárbara de Alencar

Bárbara de Alencar, pernambucana do município de Exu, foi uma revolucionária da Revolução Pernambucana de 1817. Deu inicio à Confederação do Equador de 1824. Foi considerada localmente como a primeira prisioneira política da História do Brasil, por ter ficado presa numa gruta dentro da 10ª Região Militar em Fortaleza.

Revolucionária brasileira nascida na fazenda Caiçara, pertencente à família Alencar. Participou ativamente, já viúva, de movimentos militares como a Revolução Pernambucana (1817) e da Confederação do Equador (1824) e considerada localmente como a primeira prisioneira política da História do Brasil.

Participou da Revolução dos Padres, combatia o absolutismo monárquico português e a influência das ideias Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas. A segunda (1824), foi um movimento de caráter emancipacionista e republicano no Nordeste em reação à política absolutista e centralizadora.

A heroína morreu viúva, após sofrer perseguições políticas na Fazenda Alecrim, hoje município piauiense de Fronteiras.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz, quinta ocupante da Cadeira 5, na Academia Brasileira de Letras. Eleita em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Candido Motta Filho e recebida pelo Acadêmico Adonias Filho em novembro de 1977. Nasceu em  Fortaleza-CE, em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ em 4 de novembro de 2003. Filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de O Guarani.

Estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queiroz, publicando trabalho no jornal O Ceará, de que se tornou afinal redatora efetiva. Em fins de 1930, publicou o romance O quinze, que retratou o sofrimento da seca de 1915 que teve em sua terra natal e afligia os sertanejos.

Foi também destaque na literatura brasileira com mais de 20 premiações importantes. Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleta propiciou a edição dos livros: A donzela e a moura torta; 100 Crônicas escolhidas; O brasileiro perplexo e O caçador de tatu. No Rio, colaborou no Diário de Notícias, em O Cruzeiro e em O Jornal. Tem duas peças de teatro, no campo da literatura infantil. Dentre as suas atividades, destaca-se também a de tradutora, com cerca de quarenta volumes já vertidos para o português.

Fonte: www.academia.org.br

Ana Néri

Ana Néri

Ana Néri, nascida em 1814 em Vila da Cachoeira do Paraguaçu, Bahia. Casou-se com um capitão-de-fragata da Marinha e com ele teve três filhos. Em 1865 seus filhos foram convocados para lutar no campo de batalha. No dia 8 de agosto, escreveu ao presidente da província oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra, enquanto o conflito durasse. Seu pedido foi aceito.

Foi no Rio Grande do Sul, aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Com 51 anos, foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários e prestou serviços nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá. Estreando dentre todas as mulheres, como a primeira enfermeira do país

Ela montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro. D. Pedro II, por decreto, lhe concedeu uma pensão vitalícia. Carlos Chagas batizou com o nome de Ana Néri a primeira escola oficial brasileira de enfermagem, em 1926. O dia do enfermeiro é comemorado no dia 20 de maio.

Fonte: www.ebiografia.com

São três mulheres incríveis que, além de marcarem a história, inspiraram a vida de muitas outras.

Leia sobre Fortaleza a capital do sol.

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