Revista de Turismo do Nordeste

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Grupo propõe adoção e valorização de prédios históricos do Ceará

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Expandir o programa de adoção de praças e áreas verdes para bens patrimoniais é uma das principais propostas do Observatório do Patrimônio do Ceará. Nascido a partir de grupo numa rede social, o projeto cobra dos setores público e privado valorização, preservação e formação sobre os patrimônios históricos do Estado.

Como resultado dos seis primeiros meses de funcionamento, a iniciativa elaborou documento com 20 ações de conservação dos equipamentos antigos de Fortaleza. “Não podemos executá-las. Elas precisam passar pelo poder público. O que podemos fazer é mobilizar e pressionar”, explica Ricardo Perdigão, economista e fundador do grupo.
Os integrantes têm encontros quinzenais desde fevereiro. Atualmente, a equipe inclui médicos, economistas, professores e bancários. Eles buscam agora discutir o documento com candidatos à Prefeitura. “Não é só implantar, mas criar a política participativa. Temos um turismo de sol e praia há 500 anos. Não fomos capazes de agregar o turismo cultural aqui”, diz Perdigão.
O grupo propõe ainda o recrutamento de adolescentes para atuarem como guias em patrimônios culturais e a criação de rotas patrimoniais. Eles pedem também a desburocratização do processo de tombamento histórico e o estabelecimento de critérios para proteção dos imóveis privados históricos. Além do desenvolvimento de ações educativas e punitivas contra depredações dos patrimônios e seleção de homens da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) para atuarem na proteção desses prédios.

Parcerias

Para o economista Jacques Andrade, um dos integrantes do grupo, o Município deve fazer da iniciativa privada uma aliada e propor parcerias. A sugestão deles é que a Prefeitura ofereça contrapartidas em troca da instalação de cafés, centros culturais, museus e centro de eventos nos prédios históricos de Fortaleza.

Conforme Ricardo Perdigão, a população precisa perceber as limitações do poder público, criar iniciativas e se conscientizar. Para o fundador do grupo, esses equipamentos naturalmente sofrem ameaças ambientais e antropológicas. “Aqui no Ceará teria mais duas (ameaças): omissão do Governo e a população acomodada. Se não acordar o povo, sensibilizar para cuidar, não tem patrimônio que vá para frente”, indica.

Fonte: O Povo

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